Fertilização In Vitro – FIV – Chances, Riscos e Custos

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Fertilização In Vitro – Tudo o que você deve saber

Fertilização in vitro.

Conheça as chances de engravidar com o procedimento de fertilização in vitro, os riscos e os custos.

A fertilização in vitro – FIV é uma técnica usada para promover o sucesso da gravidez em casos de infertilidade.

A infertilidade é definida como a incapacidade de engravidar depois de 1 ano com relações sexuais desprotegidas e é um problema que afeta certa de 10% das mulheres e homens em idade fértil.

Quais problemas de fertilidade geram a procura pela Fertilização In Vitro?

A grande maioria dos casais que recorre à fertilização in vitro – FIV padecem de problemas como:

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  • Na mulher:

    • Alterações graves nas trompas de Falópio

    • Problemas no útero

    • Tem endometriose

  • No Homem:

    • Poucos espermatozoides

    • Espermatozoides de fraca qualidade

  • Ambos:

    • Situações em que outros tratamentos não tenham funcionado

    • Infertilidade sem causa aparente

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Se você está considerando a hipótese de fazer uma fertilização in vitro porque não consegue engravidar e não há causas aparente para a infertilidade pode, antes de avançar mais, fazer o curso gratuito por e-mail sobre “As Reais Causas da Infertilidade e Como Engravidar Naturalmente”. É certo que você já deve ter lido e falado com seu médico sobre todas as causas possíveis para o problema, mas quem sabe se você não vai encontrar a solução neste curso! Não custa nada fazer o curso e ficar mais informada sobre o assunto.

Este tipo de procedimento é relativamente recente na comunidade médica internacional, no entanto tem sido largamente utilizada conseguindo obter boas taxas de sucesso.

A primeira fertilização in vitro teve lugar em 1978, em Inglaterra. Louise Brown foi o primeiro “bebé proveta” de todo o mundo.

No mesmo ano nasceu outro bebé através do mesmo tratamento médico na Índia.

O termo “bebé proveta” é atribuído pelas pessoas, pois a produção destes bebés é feita em laboratório e não no corpo da mãe, como seria o processo natural.

Explicando de uma forma muito simplista a fertilização in vitro faz a recolha do óvulo da mulher (através de procedimento médico) e dos espermatozoides do homem (através de masturbação), depois faz a análise e separação dos melhores óvulos e espermatozoides, com a finalidade de fertilizar os óvulos. Depois disso, é feita a reimplantação dos óvulos no útero da mulher, tendo como objetivo final uma gravidez com sucesso.

Qual é o passo-a-passo da FIV?


Agora que já apresentamos, de uma forma geral, o que é a fertilização in vitro – FIV e quais os tipos de casais que normalmente a usam vamos explicar, de forma detalhada, todo o procedimento médico envolvido neste método de fertilização assistida.

  1. A fertilização in vitro é feita em cinco passos, sendo eles:
  2. Estimulação do ovário
  3. Recolha do óvulos e dos espermatozoides
  4. Inseminação em laboratório
  5. Fertilização e cultura do embrião
  6. Transferência do embrião para o útero da mulher

No primeiro passo, a estimulação do ovário, a mulher tem de tomar medicação prescrita por seu médico que tem como objetivo fazer com que seu corpo produza mais óvulos por ciclo menstrual. A medicação pode ser tomada por 8 a 14 dias e é composta por hormônios.

A toma destes medicamentos é vital para o sucesso de todo o processo. Em uma situação normal, a mulher só produz um óvulo por ciclo menstrual e isso poderia ser insuficiente.

Por norma, a fertilização in vitro procura fazer a inseminação de vários óvulos em simultâneo, pois há sempre alguns que podem não fertilizar ou não se desenvolverem o suficiente para poderem ser reimplantados no útero da mulher.

No decorrer desta primeira fase são realizados vários exames médicos, como o ultrassom, para que a dose de medicação possa ser ajustado à necessidade específica da mulher e para saber qual é o melhor momento para passar à fase seguinte, a recolha dos óvulos.

Quando a altura da recolha dos óvulos chegar essa é feita através duma aspiração transvaginal com o apoio de um ultrassom de alta precisão. O médico vai procurar os folículos maduros e assim que os localizar insere uma agulha neles que faz a remoção dos óvulos por sucção.

Isto pode parecer um pouco assustador, mas na verdade trata-se de um procedimento médico muito simples. Para que a mulher esteja mais confortável e relaxada é utilizada uma anestesia fraca.

O médico também pode optar por fazer uma laparoscopia, no entanto este procedimento não é tão comum porque representa mais riscos.

Ne mesma altura em que se faz a recolha dos óvulos também é feita a recolha dos espermatozoides a utilizar para a fertilização.

Esta recolha é feita através do processo de masturbação normal.

O passo seguinte é um dos mais importantes, é a inseminação.

Para aumentar as chances de sucesso do procedimento, os médicos analisam cada um dos óvulos
recolhidos na fase anterior e utilizam aqueles que têm mais potencial de sucesso.

Em relação aos espermatozoides, estes também passam por um processo de tratamento em seleção, onde são separados do sêmen e depois são selecionados os mais ativos.

Os melhores óvulos e espermatozoides são colocados numa incubadora e aguarda-se a inseminação.

Por norma, a inseminação ocorre em algumas horas e os médicos controlam a evolução do desenvolvimento do embrião durante dois a três dias.

Este controle por parte dos médicos resume o quarto passo do processo de fertilização in vitro – a fertilização e cultura de embrião.

A última fase deste tratamento é a transferência do embrião para o útero da mulher.

Esta é feita dois a três dias depois da fertilização e os médicos só fazem a transferência dos embriões que tenham mostrados sinais de um desenvolvimento normal. Se houver mais do que um embrião que esteja em essas condições, pode ser feita a transferência de todos eles.

Para a realização da transferência de embrião, os médicos usam um cateter de transferência, ou seja, um tubo comprido, flexível e fino que tem uma agulha na ponta e fazem a introdução deste através da vagina até alcançarem o útero. Local onde vão fazer a implantação.

Nas duas horas seguintes a mulher deve ficar repousando, evitando assim sensações de desconfortos.

Nos dias seguintes é feito um ultrassom para confirmar a gravidez.

Todo o processo de fertilização in vitro pode demorar entre quatro a seis semanas e por vezes é necessário fazer mais do que um ciclo para que se consiga uma gravidez com sucesso.

Quais são as chances de engravidar com a FIV

Chances fertilização in vitro.

Com a idade as chances de uma fertilização in vitro funcionar diminuem, tratamentos naturais podem ser uma solução.

Os estudos atuais indicam que as mulheres com menos de 35 anos têm cerca de 30-35% de probabilidades de sucesso em cada ciclo de FIV. Já as mulheres que estejam entre os 35 e 40 anos têm cerca de 20 a 25% de probabilidade de sucesso e as mulheres com mais de 40 anos têm apenas 6 a 10% de probabilidades de conseguir engravidar com um ciclo deste tratamento.

Assim dá para perceber que na grande maioria dos casos um ciclo de tratamento é insuficiente.

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Quais são os riscos da FIV?

Infelizmente, a realização da fertilização in vitro implica alguns riscos, que devem ser avaliados e tidos em contas de iniciar uma fase de tratamentos.

Cada uma das fases do processo de tratamento implica riscos específicos.

Vamos clarificar todos esses riscos para não restem dúvidas acerca da fertilização in vitro.

Na primeira fase do tratamento, a estimulação dos ovários, a mulher pode sofrer do Síndrome de Hiperestimulação do Ovário (SHO), o que tem como efeito secundário mais frequente o inchaço dos ovários e dor nessa região. Quando a dor é leve (o mais frequente) pode ser controlada com medicação simples e o reajustamento das doses de hormônios.

No entanto, em casos de moderados (pouco frequente) pode haver lugar a sintomas como azia, gases, redução ou até perda de apetite, náuseas e vômitos.

Apesar de ser muito raro algumas mulheres sofrem de SHO grave (apenas 1 a 2%) e nesses casos é necessário um internamento hospitalar para conseguir controlar a dor. Aqui é frequente haver um aumento de peso repentino, dor abdominal aguda, vômitos, náuseas e até dificuldade na respiração.

Passando para a segunda fase do tratamento, a recolha dos óvulos, existem vários procedimentos médicos para fazer isto e os riscos envolvidos dependem do tipo de procedimento que o médico utilizar.

No caso de ser feita uma aspiração transvaginal (o mais comum) os riscos são reduzidos, sendo que pode haver sempre um pequeno sangramento, infeção e as estruturas envolventes, como a bexiga e intestino também podem ser levemente afetada.

Se por outro lado, o médico optar por fazer uma laparoscopia os riscos são muito maiores, podendo haver episódios de dificuldade na respiração e até infeção pulmonar, lesões nervosas e uma reação alérgica ou adversa à anestesia que tem de ser aplicada.

Na fase de transferência do embrião existem dois riscos principais, sendo que um deles pode ser recebido como uma notícia muito boa para o casal que está fazendo o tratamento, é o risco de uma gravidez múltipla sempre que é transferido mais do que um embrião.

Muitos casais ficam gratos com a possibilidade de terem gémeos como resultado da Fertilização in vitro, mas isso também representa um maior risco para a segurança da mãe e dos bebés durante todo o período de gestação, há a possibilidade dos bebés nascerem antes de tempo e de apresentares problemas depois do nascimento.

O outro risco que pode surgir nesta fase é a gravidez ectópicas, ou seja, o óvulo fertilizado desenvolve-se fora do útero, por norma nas trompas de falópio, sendo que sempre que isto acontece é necessário provocar um aborto de imediato, pois o embrião nunca conseguirá desenvolver devidamente e a mulher corre riscos muito elevado se tentar levar a gravidez em frente. Esta situação afeta apenas 5% das mulheres que engravidam através da Fertilização in vitro.

Além de todos estes riscos médicos que a fertilização in vitro envolve, é importante que você nunca se esqueça que isto é um processo que pode exigir vários ciclos de tratamento até que se consiga uma gravidez com sucesso, por isso é importante referir outra questão que normalmente é esquecida – é necessário haver um grande apoio psicológico.

É verdade que em muitos casos o companheiro e família apoiam bastante a mulher que está se submetendo às FTV, mas ainda assim, isso pode ser insuficiente. O ideal é procurar a ajuda de um profissional que possa ajudar você a lidar com o turbilhão de sentimentos que se vivem em todo este processo.

Quanto custa uma Fertilização In Vitro?

Agora vamos falar dos custos que um procedimento de Fertilização in Vitro – FTV pode representar.

Por norma, um tratamento deste tipo significa custos muito elevados para o casal, os preços variam bastante de clínica para clínica, mas podem ultrapassar os 10,000 reais por tentativa.

Felizmente, já existem outro tipo de opções que podem ajudar os casais com menos disponibilidade financeira a realizar seu sonho de ter um filho.

Um desses exemplos é o Programa Acesso, que foi desenvolvido em 2006 pela ProBEM (Programa de Bem Estar para Pacientes Crônicos) e que já conta com um grande leque de clinicas associadas.

Qualquer casal pode se candidatar a este programa e no caso de ser aceito (só são aceitos os casais que não tenham rendimentos suficiente para suportar o tratamento sozinhos) podem ter descontos de até 35% nos tratamentos em si e de 50% em todos os medicamentos necessários.

Além desta possibilidade, ainda há um grande leque de clínicas que está permitindo a Fertilização in Vitro com um custo muito reduzido ou até mesmo nulo.

Nestes casos a forma de “pagamento” que é usada é que a mulher tem de disponibilizar alguns óvulos que estejam em condições de ser usados e que não tenham sido usados para si.

O objetivo desses óvulos é fazer a implantação deles, em outras mulheres que por alguma razão não conseguem desenvolver óvulos próprios e que querem engravidar. No final é essa segunda pessoa que vai pagar a fertilização da primeira.

Estes são todos os aspetos importantes que você deve conhecer se está considerando a hipótese de fazer uma Fertilização in Vitro – FIV.

Agora que você já sabe o que isto é, todos os passos e riscos envolvidos e custos já pode fazer uma melhor análise do procedimentos.

Se você continua pensando que esta é uma boa opção para seu caso consulte seu médico, tire todas as dúvidas que ainda possa ter e só depois de ter reunido o máximo de informação possível, é que você deve visitar uma clínica de fertilidade.

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